17 de set. de 2011

Comentários - "Neighborhoods", Blink 182

O Blink-182 voltou. E aí?

Há alguns anos, não lembro bem quantos (quase quantos esse blog ficou inativo. Mas agora é pra valer. Eu juro. Ou não), após relatos de grandes brigas, batalhas de ego, cancelamentos de shows (inclusive um no Brasil) entre outras coisinhas que tornaram o clima interno da banda insustentável, o Blink 182 anunciou um hiato indefinido, que basicamente significa: "A banda acabou, não pretendemos voltar, mas se acabar o dinheiro, temos uma brecha pra voltar a ativa sem parecermos incoerentes". 

E o mundo girou sem eles. Mark virou uma espécie de Timbaland do pop-punk, e montou junto com o Travis o ótimo "+44", que infelizmente lançou apenas um álbum (que por sinal, eu recomendo violentamente). Travis, além de acompanhar o Mark nessa empreitada, caiu de cabeça no Hip-Hop, gravando com grandes nomes, inclusive o falecido DJ-AM, que foi peça chave nos acontecimentos posteriores. Tom montou o fraco "Angels and Airwaves", que tem lá os seus raros bons momentos, mas que geralmente só me dá sono. 

Antes de acabar o dinheiro, aparentemente, aconteceu um fato que mudou o curso da história. Travis sofreu um grave acidente aéreo, que acabou vitimando o DJ-AM. O próprio Travis passou maus bocados, teve queimaduras muito fortes e quase se foi também. Isso acabou reaproximando os três, que resolveram colocar as diferenças de lado e anunciaram o retorno da banda.
Mais de dois anos depois do anúncio do retorno, o Blink-182 finalmente começou a lançar os primeiros singles do que seria o novo álbum da banda, o "Neighborhoods".

 A capa é diferente... e o conteúdo?

O lançamento oficial está programado para o dia 27/09, mas claro que o álbum já "vazou" na interwebs há alguns dias, fazendo a alegria da galera.

Eu sempre fui um grande fã do trabalho do Blink 182, principalmente do Mark Hoppus (comecei a tocar baixo influenciado por ele). Por mais que possam dizer que a banda é ruim, que eles não tocam bem ao vivo, que as músicas são simples, ou que eles foram em parte responsáveis pela onda Emo que assolou (e assola) o mundo, o fato é que tudo isso passa batido pra mim. Talvez componente nostálgico que a banda tem pra mim: na adolescência, eles eram minha banda favorita, e sempre me identifiquei muito com as letras, que, diga-se de passagem, eram realmente sobre as experiências de ser um adolescente e começar a se lançar no mundo. Hoje vejo que são letras bem bobinhas, mas na época elas estavam em acordo com o que experienciava no meu dia-a-dia.

Eu, particularmente, gostei MUITO do álbum "Blink 182" de 2003, que inseriu novas sonoridades nas músicas da banda, um pouco mais maduras do que o pop-punk ensolarado dos outros álbuns. "Neighborhoods" é como uma continuação, efetivamente, dessa evolução que começou no álbum de 2003.

O álbum, de um modo geral, tem um tom sombrio e melancólico, herança direta do "Blink 182" de 2003, e mostra uma evolução interessante no som da banda. As linhas vocais estão mais bem trabalhadas, com uma elaboração e complexidade maior. Tom e Mark conseguiram usar bem as suas vozes juntas, além de fugir um pouco do óbvio nos backing vocals, usando contracantos e harmonias diferenciadas. Instrumentalmente, dá pra notar também uma boa evolução, com riffs mais complexos e um uso interessante de teclados e sintetizadores.

Agora, o fato é: o álbum é muito bom, mas só para quem é fã da banda. 

Calma, eu explico. 
É notável a evolução da banda. Dá pra ver que todos os três membros se preocuparam mais com a qualidade de seu produto final, e também que aprenderam muitas coisas nesse tempo de separação. Mas o que eu vejo é que não foi suficiente para mudar a idéia das pessoas sobre a banda. É um som diferente, mas o velho Blink 182 está lá.

"Neighborhoods" não mudará o mundo. Assim como a separação ou o retorno do Blink não o fizeram. Para quem acha que o Blink é uma bandinha fraca e sem sal, não será este álbum que vai conseguir mudar esta idéia. Agora, para quem não conhece, ou era fã das antigas, vale muito a pena escutar.

Destaco positivamente as músicas "After Midnight", "Kaleidoscope", "Heart's All Gone" (Que lembra MUITO o Blink das antigas) e "MH 4.18.2011". 

Enfim, para finalizar, fiquem com a minha favorita do álbum até agora, "After Midnight", uma baladinha super bem construída e com uma linha de bateria genial!

6 de ago. de 2010

Álbuns para se escutar de Cabo a Rabo!

E aí pessoal!

Esta nova série do blog é para falar um pouco daqueles álbuns memoráveis, mas que precisam ser escutados do inicio ao fim. Algumas vezes porque há uma lógica ou uma história sendo contada com as músicas, e outras porque o álbum é tão bom que não dá pra deixar nenhuma música de lado.

Para começarmos essa série, vou escolher um até já meio manjado, mas bastante bom até os dias de hoje! O Álbum Ten, do Pearl Jam!

Ten, com sua capa super anos-90!

Esse álbum é o primeiro oficial do Pearl Jam, lançado em 23/08/1991 nos steites. O nome "Ten", é uma homenagem a um jogador de basquete do "New Jersey Nets", chamado Mookie Blaylock. Não entendeu a homenagem? Nem eu. (Brincadeira! rs!) A homenagem é porque o número da camisa de Mookie no time era a 10. Daí, Ten. Pra quem não sabe, um dos nomes anteriores da banda, antes de ser Pearl Jam era exatamente Mookie Blaylock. Bom, o nome não durou dois meses e a homenagem ao camarada ficou só no título do album mesmo.

Mas, falando de música, vale a pena entender um pouco do contexto do lançamento desse álbum. Na época, em Seattle, o grunge estava em tudo. Bandas e mais bandas de grunge apareciam para todos os lados, mas o movimento ainda não tinha "pegado de vez". Faltava ainda alguma coisa. Ten foi lançado em agosto, e começou a vender bem, mas, eis que no dia 24 de setembro de 1991, o nirvana lança o megamultiplatinado "Nevermind".

Gostem ou não, o Nevermind é o maior expoente do Grunge. As vendas do Nevermind obliteraram o pobre do Ten, entre outros tantos que lançaram albuns na mesma época. Apesar de ter um concorrente pesado como o Nirvana, o Ten vendeu bem, e analisando friamente hoje, em minha opinião o Pearl Jam fez um álbum melhor, porém injustiçado.

Ten já começa com uma pancada! A música Once, que começa com uma bela introdução, depois estoura num riff empolgante, daqueles que dá vontade de sair pulando!



Depois, já engata logo na minha favorita! Even Flow! Para mim a melhor música do PJ, também dá vontade de sair pulando.

Outros destaques do álbum ficam com a clássica "Alive", que foi responsável por tornar o PJ conhecido mundialmente, por ter tocado exaustivamente em rádios e MTV. "Black," que é uma balada lindíssima, muitíssimo bem trabalhada, além de "Jeremy" e "Porch".

Apesar disso, todas as músicas são muito boas. É um álbum que vale a pena escutar realmente de cabo a rabo, sem pular nenhuma! E viva os anos 90! XD

17 de jul. de 2010

"As músicas de ontem eram melhores do que as músicas de hoje?"

Nesse exato momento, em que começo a escrever este post, estou escutando os Paralamas do Sucesso, que "desenterrei mentalmente" há alguns dias atrás (ou seja, não tava lembrando muito deles, e de repente me deu uma vontade louca de escutar), e me trouxe boas lembranças do iníciozinho da minha adolescência. Eu cresci nos anos 90, onde a maioria dessas bandas "clássicas" de rock brasileiro já estavam nos últimos suspiros. (embora algumas estejam ainda em atividade, digo que musicalmente falando, não sobrou nenhuma... Mas isso é assunto para outro post, XD)

Ainda assim, ao ter essas lembranças da minha adolescência, fiquei me lembrando. Na época, a internet ainda era uma coisa muito restrita e extremamente sem graça, principalmente no que diz respeito a música. Então, tínhamos uma influência menor das coisas que vinham de fora, o que chegava aqui era o grande mainstream, Metallica, Green Day, Nirvana, Offspring, Oasis, entre outras mais, que passavam em rádios, MTV. Com isso, o rock brasileiro me parece que aparecia mais. Apesar de algumas tosqueiras (não me venha com biquine cavadão, por favor! Dá até briga!), a safra era muito boa: Titãs, Paralamas, Legião, Barão Vermelho, Engenheiros do Hawaii, entre outras mais que eu vou esquecer mesmo. Reescutando essas bandas hoje, percebo uma riqueza maior, tanto instrumental como em relação as letras, que naquela época muitas vezes eu não tinha ainda capacidade de compreender. As boas músicas daquela época vivem ainda hoje, mas eu fico pensando: como elas eram vistas pelos "mais velhos" e "amantes de boa música" da época?

 Titãs na formação clássica: Só gente bacana, com cara de quem fugiu do hospício!

Pergunto isso porque, como uma pessoa que viu essa geração, quando eu vejo a de hoje, eu me arrepio. Happy Rock, Família Restart, Cine, Hori... Venhamos e convenhamos, aquilo é ruim pra cacete! Mas, o que quero discutir nesse texto é: como eram vistos os nossos ídolos da adolescência? Será que para os nossos pais, para os outros, eles eram tão ruins e toscos como nossos amigos de franjinha e calça colorida de hoje em dia?

 Família Restart: Cara, que heresia compará-los com meus heróis dos anos 80/90!

Bom, o que eu penso sobre o assunto é o seguinte: Sempre haverá algo que as gravadoras vão vender para os adolescentes. Vêem a tendência nas ruas, nos steites, e bolam um movimento, que todo adolescente, necessitado de fazer parte de alguma coisa (eu sei, já fui um e é assim mesmo!), acaba começando a "curtir" o movimento. A mídia, o sistema, sempre vai fazer isso, porque o interesse não é em cima da qualidade da música, ou da mensagem que ela passa, e sim no lucro que ela vai gerar. Os camaradinhas da banda tem 12 anos, cabelos rídiculos, roupas piores e fazem, bem, músicas dignas de garotos de 12 anos (aposto um beijo que você me quer.... Wo-Oh-OH! AFF), com uma simplicidade instrumental de deixar Joey Ramone no chinelo? Sim. Vai vender? Sim. Ótimo! Prensa 50 000 cópias e já agenda pra eles irem buscar disco de ouro no faustão semana que vem! E aí vai aparecendo um monte de outras coisas no mesmo esquema, o Fiuk vira protagonista de malhação, aparecem com aquela "pérola" que é o Justin Bieber, criam os colírios da capricho, que cada um deles parecem ter sido tirados de uma banda de emo dessas aí.... e vamos nós!

Naquela época isso também acontecia! Basta procurar no Youtube, você vai ver Titãs fazendo playback no programa da Xuxa, Paralamas no programa da angélica, entre outras coisas. Claro que as gravadoras ditavam essas coisas antigamente, e fabricavam as coisas que eles sabiam que iriam vender, e nós fomos as vítimas deles, assim como os fãs do Justin Bieber são vítimas hoje!

Mas, uma coisa eu dou graças a Deus! Quando eu pego uma música da Legião, por exemplo (que realmente, pra quem não curtia naquela época, devia ser um saco!) e comparo, lado a lado, com qualquer coisa dessas que tem hoje, fico feliz de ter vivido nessa época! O sistema continua o mesmo, querendo vender, mas quando eu vejo essas músicas atuais, fico percebendo que ficou muito mais fácil vender uma música. Isso não se pode negar. No que tange a qualidade das músicas, de um modo geral as coisas pioraram muito de uns anos para cá. 
A pergunta que eu fiz no início, é difícil ou quase impossível de ser respondida! O negócio é o seguinte: as músicas que escutei na adolescência me trouxeram muitas alegrias, embalaram romances, fossas, momentos de raiva, entre outras coisas. O que me preocupa, em relação a isso é que essas tinham uma certa qualidade, tanto em relação ao instrumental quanto em relação as letras e até as vozes. Cara, a voz semidesafinada do Herbert Vianna é ótima! Você pega esses emos todos cheios de auto-tune, que não dão uma desafinadinha! Que ser humano consegue fazer isso? Precisa disso? E hoje em dia, uma coisa que acontece não só na música, mas na sociedade de um modo geral, é que cada vez mais se importa menos com a qualidade, e isso impacta no que aparece na mídia.

Bom, é isso! Pra terminar, resolvi colocar para livre comparação, alguns trechos de músicas "antigas", e dessas coisas que tem aparecido por aí: Leia, se puder vá ao Youtube e escute, e tire suas próprias conclusões!

Até a próxima!

Quem ocupa o trono tem culpa,
Quem oculta o crime também,
Quem duvida da vida tem culpa,
Quem evita a dúvida também tem...
Engenheiros do Hawaii - Somos quem Podemos Ser

Não liga não, vem dá (sic) pra mim,
O seu carinho...
Dá pra mim,
Não se preocupe porque eu serei um bom rapaz,
Quero seus lábios, dá pra mim.
Cine - Dá pra mim

Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
E, pra ser honesto, só um pouquinho infeliz.
Legião Urbana - Giz

Eu quero ver você cantar
e não ter nada que faça você parar
Eu quero ver você dançar
Como se o mundo inteiro fosse acabar
Mais uma festa, mais mais
Do que me faz bem
Restart - Sem Parar

A Televisão me deixou burro
Muito burro demais,
Agora todas coisas que eu penso,
Me parecem iguais,

O sorvete me deixou gripado pelo resto da vida
E agora toda noite, quando deito é boa noite, querida....
Oh! Cride, fala prá mãe,
Que eu nunca li num livro que o espirro fosse um vírus sem cura,
Vê se me entende pelo menas uma vez criatura!
Oh! Cride, fala prá mãe!...
Titãs - Televisão

27 de abr. de 2010

One more time...

 One more time...
Mais uma vez, mais uma estou recomeçando a tarefa de ter um blog. Dessa vez para falar de algo que eu entendo (ou acho que entendo) e que eu não vivo sem: Música!

Apesar da falta de tempo, da correria, pretendo achar alguns minutos diários para postar aqui nesse espaço. A idéia e começar, ver se dá certo, e ir crescendo aos poucos. Nos planos futuros, quem sabe um podcast?

Neste espaço pretendo falar, claro, sobre música, lançamentos, resenhas, curiosidades, recomendações, entre outras coisas.

Devagar e sempre (pelo menos no início), vamos tentar de novo...
One more time...


Now Playing... 
- One more time @ Daft Punk